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Objetivos:
Determinar se a acurácia da ultra-sonografia transvaginal para
detectar patologias endometrial sofre alguma melhora quando inclui-se
à avaliação da morfologia e da regularidade da borda
endometrial, somados à medida da espessura endometrial em mulheres
com sangramento na pós-menopausa
Materiais
e métodos: Um total de 159 mulheres com sangramento
pós-menopausa foram incluídas neste estudo prospectivo realizado
na Clínica de Ginecologia e Obstetrícia da Universidade
de Mainz, Alemanha. Os resultados obtidos com a ultra-sonografia transvaginal
da avaliação endometrial foram comparados com os achados
histopatológicos pós cirurgicos.
Resultados
: O
"cut-off" utilizado para medida da espessura endometrial foi
de 5mm, mostrando uma sensibilidade de 94%, especificidade de 48% e valor
preditivo positivo de 69% e negativo de 87%. Com a avaliação
da regularidade da borda endometrial, mostrou-se uma sensibilidade de
75%, especificidade de 66% e valor preditivo positivo de 73% e negativo
de 69%. Para o 3º parâmetro utilizado, a morfologia endometrial
os resultados foram os seguintes, sensibilidade de 82%, especificidade
de 64% e valor preditivo positivo de 73% e negativo de 749%. A combinção
dos três parâmetros demonstrou sensibilidade de 97%, especificidade
de 65% e valor preditivo positivo de 80% e negativo de 94%.
Conclusão:
A combinção da avaliação da espessura endometrial,
morfologia endometrial e avalição da borda endometrial,
melhoram a acurácia da ultra-sonografia transvaginal na detecção
de patologias endometriais em mulheres com sangramento na pós-menopausa,
desta maneira facilitando decisões à respeito das condutas
diagnósticas e terapêeuticas à serem realizadas.
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