Volume I - número 04 - setembro 2001
 
1. Editorial
2. Novidades e Updates
3. Artigo Interessante
4. Caso do Mês
5. Imagem
6. Agenda
7. Links
8. Cursos de Atualização Centrus
 
       
  Editorial  
    Neste boletim gostaria de agradecer a oportunidade de ter participado da Jornada Mineira de Radiologia, e elogiar a participação de nossos amigos Dr. Heverton Pettersen, Dr. Marcos Faria e Dr. Marcos Sampaio (Origem e Gennus - Belo Horizonte), pela excelente organização do evento. Torcemos para que a Jornada Mineira de Radiologia continue neste caminho e sem dúvida nenhuma já faz parte do calendário de eventos importantes.


Renato Ximenes
Diretor Científico do Centrus
 
  Novidades & Updates  
   
Publicação da Tese do Dr. Gregório Lorenzo Acácio
É com grande satisfação que comunicamos a indexação do trabalho e Tese de Mestrado do Dr. Gregório Lorenzo Acácio.

Nuchal translucency: an ultrasound marker for fetal chromosomal abnormalities.
Página da PubMed
Acacio GL, Barini R, Pinto Junior W, Ximenes RL, Pettersen H, Faria M.
Sao Paulo Med J 2001 Jan 4;119(1):19-23
CONTEXT:
The literature shows an association between several ultrasound markers and chromosome abnormality. Among these, measurement of nuchal translucency has been indicated as a screening method for aneuploidy. The trisomy of chromosome 21 has been most evaluated.
OBJECTIVE: To define the best fixed cutoff point for nuchal translucency, with the assistance of the ROC curve, and its accuracy in screening all fetal aneuploidy and trisomy 21 in a South American population.
TYPE OF STUDY: Validation of a diagnostic test.
SETTING:
This study was carried out at the State University of Campinas, Campinas, Brazil.
PARTICIPANTS: 230 patients examined by ultrasound at two tertiary-level private centers, at 10 to 14 weeks of gestation.
DIAGNOSTIC TEST: The participants consisted of all those patients who had undergone ultrasound imaging at 10 to 14 weeks of gestation to measure nuchal translucency and who had had the fetal or neonatal karyotype identified.
MAIN MEASUREMENTS: Maternal age, gestational age, nuchal translucency measurement, fetal or neonatal karyotype.
RESULTS: Prevalence of chromosomal defects - 10 %; mean age - 35.8 years; mean gestational age - 12 weeks and 2 days; nuchal translucency (NT) thickness - 2.18 mm.
The best balance between sensitivity and specificity were values that were equal to or higher than 2.5 mm for overall chromosomal abnormalities as well as for the isolated trisomy 21.The sensitivity for overall chromosomal abnormalities and trisomy 21 were 69.5 % and 75 %, respectively, and the positive likelihood ratios were 5.5 and 5.0, respectively. CONCLUSION: The measurement of nuchal translucency was found to be fairly accurate as an ultrasound marker for fetal abnormalities and measurements equal to or higher than 2.5 mm were the best fixed cutoff points
 
Cursos da Fetal Medicine Foundation Brasil
· 29/09/2001- Ultra-Sonografia do Primeiro Trimestre - Avaliação da Translucência Nucal
· 27/10/2001 - Exame Ultra-Sonográfico Morfológico do Segundo Trimestre

Fundação de Medicina Fetal Brasil
Al Santos 211, cj 1305
São Paulo, SP 01419 000
Fone/Fax: (0XX11) 289 9128
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  Artigo Interessante  
    Utilização de "uma visita" para avaliação ultra-sonográfica para o diagnóstico e conduta nos casos de sangramento uterino anormal
Ultrasound Obstet Gynecol- junho 2001
Autores: K. Jones e T. Bourne

Objetivos:
Foi estabelecido "uma visita" para avaliação de mulheres com sangramento uterino anormal utilizando o ultra-som transvaginal e solução salina "histerosonografia". Este trabalho reporta uma revisão da experiência em 93 pacientes no atendimento clínico.
Métodos:
Pacientes eram encaminhadas para avaliação ecográfica transvaginal, histerosonografia, biopsia endometrial, Hemograma e testes de função da tireóide. Estes achados foi prospectivamente arquivados.
Resultados:
Foram realizados exames transvaginal em 89 pacientes (95,7%), destas 70 (75,3%) foram submetidas à histerosonografia. Foram submetidas a biopsia endometrial em 67 (72%) mulheres com idade de 40 anos ou mais, e 79 (84,9%) realizaram exames de sangue. A idade média das pacientes era de 44 (variando de 21-78 anos). A maioria das mulheres apresentavam alterações menstruais. Patologias uterinas foram detectadas no exame transvaginal em 42 casos (47,2%). Patologias anexiais foram detectadas em 12 (13,5%) casos. Biopsias do endométrio diagnosticaram 3 (4,5%) casos de atipia endometrial, e 3 (4,5%) casos de adenocarcinoma. Os níveis de hemoglobina <10g/dl foram encontradas em 3 (3,4%) casos. Um única visita foi suficiente para 83 (89,2%) mulheres. Terapia medicamentosa foi iniciada em 47 (50,3%) casos, 15 (16,3%) retornaram para histeroscopia diagnóstica e 9 (9,7%) foram encaminhadas para cirurgia endoscópica, enquanto 6 (6,5%) foram submetidas à cirurgia convencional.
Conclusões:
Este trabalho demonstra que a filosofia de "uma visita" baseada na ultra-sonografia é possível. Estes dados sugerem que o número de histeroscopias devem diminuir utilizando este protocolo e serve como desafia àqueles que utilizam a histeroscopia como primeira escolha.
 
  Caso do Mês  
 
Ectopia Cordis Tóraco-abominal / Pentalogia Cantrell
 
   

Definição: coração fetal na cavidade extra-torácica. defeito da linha média abdominal (epigástrica), defeito esterno distal, deficiência diafragma anterior, defeito do pericárdio diafragmático, defeito intra-cardíaco.

Incidência: patologia rara. Carmi et al 1993 reporta uma incidência de 5,5 casos em 1.000.000 de nascidos vivos.

Classificação: 4 tipos (Ravich et al 1985)
- cervical 3%; torácica (64%); ectopia tóraco-abdominal (18%) e ectopia abdominal (15%).

Achados ecográficos:
- fenda ou ausência distal do esterno.
- defeito diafragmático ventral.
- defeito da linha média ou onfalocele.
- defeito do pericárdio apical com comunicação com cavidade peritonial.
- herniação vísceras (fígado, alças intestinais)

Diagnóstico Diferencial: Onfalocele simples, ectopia cordis, síndrome banda amniótica e anomalia de Body-Stalk.

 
Figura 03 - Reconstrução 3D com seta branca apontando para coração fora do tórax (visão frontal).
   

Diagnóstico:
- achado mais comum é a onfalocele epigástrica.
- pode variar de uma grande onfalocele contendo estômago, fígado, e ápice do coração
.

Anomalias Intra-cardíacas:

Defeito Septo Inter-ventricular
37,5%
Defeito Septo Atrial
20%
Estenose Pulmonar
12,5%
Tetralogia de Fallot
7,5%
Anomalia retorno venoso (cava)
7,5%
Atresia Tricúspide
2,3%
Truncus Arterioso
2,3%
Anomalia retorno venoso (pulmonar)
2,3%

Comentários:

Nos casos de visibilização do coração fetal recomenda-se avaliação do local e anomalias associadas. Existe uma certa dúvida a respeito da classificação entre ectopia cordis e Pentalogia de Cantrell. Neste caso classificamos como uma ectopia cordis tóraco-abdominal que classicamente é conhecida por Pentalogia de Cantrell.
 
Figura 01 - Corte transversal do tórax com falha de fechamento tóracica. Ao mapeamento com doppler colorido visibiliza-se fluxo no interior das câmaras cardíacas e Truncus Arterioso.
     
Figura 02 - Reconstrução 3D com seta branca apontando para coração fora do tórax (visão lateral) Figura 04 - Seta branca - coração fetal. Foto após o nascimento demonstrando a correlação com o Ultra-som 3D.
  Imagem  
 

Hemorragia Intra-Craniana Grau IV (28-29 semanas)

 
   
Dr. Renato Ximenes (Pós-Graduando Radiologia - Escola Paulista Radiologia)
Prof. Dr. Jacob Sjzenfeld (Professor Titular Radilogia Escola Paulista Radiologia)

Figura 01 - Corte sagital oblíquo com visibilização de hemisfério cerebral direito (áreas hiperecogênicas) e fossa posterior (átrio posterior com debris no seu interior), compatível com Hemorragia Intra-craniana. Figura 02 - Corte sagital oblíquo lateral com visibilização de hemisfério cerebral direito (áreas hiperecogênicas) e parênquima do hemisfério cerebral à direita com áreas císticas e hiperecogênicas.

Conceitos:
Define-se com sangramento de vaso para dentro dos ventrículos, espaço sub-dural ou parênquima cerebral no período intra-útero
. Mais comumente ocorrem de pequenos vasos dentro da matriz germinativa subependimal antes de 33 semanas.

Prevalência:

Vergani et al - 0,9 em 1000 casos.

Classificação:
- Periventricular ou Intra-ventricular
- In
tra-parenquimatosa
- Sub-dural

Achados Ecográficos:
- áreas ecogênicas no interior dos ventrículos ou tecido cerebral.
- Coágulos ou debris no interior dos ventrículos.
- presença de lesões periventriculares (cistos).
- massas ecogênicas uni ou bilateral
- dilatação sistema ventricular uni ou bilateral com focos ecogênicos
.

Etiologia:
- anamnese (história pregressa)
- exposição de drogas

- Alterações maternas: pancreatite, pré-eclampsia, convulsões, trombocitopenia imune e não-imune.
- Alterações fetais: deficiência fator V e X.

Propedêutica Materna:
- Sorologia TORCH (Toxo, CMV, Rubéola)
-
Pesquisa de Trombocitopenia Aloimune

Propedêutica Fetal:

- ultra-som morfológico seriado (semanal).
- testes de vitalidade fetal (Cardiotocografia, Perfil Biofísico Fetal e Dopplerfluxometria).
- Cordocentese (avaliação sangue fetal: hematócrito, hemoglobina, plaquetas)

Prognóstico:
- resultado perinatal muito pobre em aproximadamente 70% dos casos (Vergani et al 1996).
- relacionado com localização e extensão da hemorragia.
- todos os fetos com hemorragia intra-craniana tem risco muito aumentado para paralisia cerebral e convulsões.


Figura 03 - Corte axial nível DBP, mostrando dilatação acentuada sistema ventricular (átrios anteriores e posteriores). Visibiliza-se em hemisfério cerebral direito áreas císticas, compatíveis com Porencefalia. Figura 04 - Corte coronal próximo à fossa posterior, mostrando dilatação acentuada átrios posteriores. Visibiliza-se em hemisfério cerebral direito áreas císticas, compatíveis com Porencefalia.
Figura 05 - RM Corte coronal oblíquo com visualização da órbita esquerda, mostrando dilatação acentuada átrios anteriores. Visibiliza-se em hemisfério cerebral direito áreas císticas, compatíveis com Porencefalia. Figura 05 -RM Corte coronal linha média, mostrando dilatação acentuada sistema ventricular (3o e 4o ventrículos). Visibiliza-se em hemisfério cerebral direito áreas císticas, compatíveis com Porencefalia.
Figura 07 - Corte sagital lateral mostrando dialtação acentuada átrios posteriores. Visibiliza-se em hemisfério cerebral direito áreas císticas, compatíveis com Porencefalia. Figura 08 - RM Corte axial nível DBP, com dilatação átrio anterior e posterior, terceiro e quarto ventrículos. Nota-se em hemisfério cerebral direito área de hiposinal, sugestivo de formação cística.
 
  Agenda  
     
  Links  
   

Internacionais
The Fetus - Prof. Philippe Jeanty

Fetal Medicine Foundation

Frontiers in Fetal Health
American Institute of Ultrasound - AIUM
Internacional Society of Ultrasound in Obstetrics and Gynecology - ISUOG


Nacionais
Sociedade Paulista de Radiologia
Colégio Brasileiro de Radiologia

Clínicas e Centros (***novo***)
CURA - Prof. Dr. Jacob Sjzenfeld - www.cura.com.br
Ultra-som Diagnóstico - Dr. Carlos Augusto Bittencourt - www.ultrasom3d.com.br

(Caso deseje fazer alguma sugestão nos envie - info@centrus.com.br)

 
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