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Editorial
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Neste
boletim gostaria de agradecer a oportunidade de ter participado da
Jornada Mineira de Radiologia, e elogiar a participação
de nossos amigos Dr. Heverton Pettersen, Dr. Marcos Faria e Dr. Marcos
Sampaio (Origem e Gennus - Belo Horizonte), pela excelente organização
do evento. Torcemos para que a Jornada Mineira de Radiologia continue
neste caminho e sem dúvida nenhuma já faz parte do calendário
de eventos importantes.
Renato Ximenes
Diretor Científico do Centrus |
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Novidades
& Updates |
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| Publicação
da Tese do Dr. Gregório Lorenzo Acácio |
É
com grande satisfação que comunicamos a indexação
do trabalho e Tese de Mestrado do Dr.
Gregório Lorenzo Acácio.
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Nuchal
translucency: an ultrasound marker for fetal chromosomal abnormalities.
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Página
da PubMed
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Acacio
GL, Barini R, Pinto Junior W, Ximenes RL, Pettersen H, Faria
M.
Sao
Paulo Med J 2001 Jan 4;119(1):19-23
CONTEXT: The literature shows
an association between several ultrasound markers and chromosome
abnormality. Among these, measurement of nuchal translucency
has been indicated as a screening method for aneuploidy. The
trisomy of chromosome 21 has been most evaluated.
OBJECTIVE:
To define the best fixed cutoff point for nuchal translucency,
with the assistance of the ROC curve, and its accuracy in
screening all fetal aneuploidy and trisomy 21 in a South American
population.
TYPE OF STUDY: Validation
of a diagnostic test.
SETTING: This study was carried out at the State University
of Campinas, Campinas, Brazil.
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PARTICIPANTS:
230 patients examined by ultrasound at two tertiary-level
private centers, at 10 to 14 weeks of gestation.
DIAGNOSTIC TEST: The participants
consisted of all those patients who had undergone ultrasound
imaging at 10 to 14 weeks of gestation to measure nuchal translucency
and who had had the fetal or neonatal karyotype identified.
MAIN MEASUREMENTS: Maternal
age, gestational age, nuchal translucency measurement, fetal
or neonatal karyotype.
RESULTS: Prevalence of chromosomal
defects - 10 %; mean age - 35.8 years; mean gestational age
- 12 weeks and 2 days; nuchal translucency (NT) thickness -
2.18 mm. |
The best balance between sensitivity and specificity were values
that were equal to or higher than 2.5 mm for overall chromosomal
abnormalities as well as for the isolated trisomy 21.The sensitivity
for overall chromosomal abnormalities and trisomy 21 were 69.5
% and 75 %, respectively, and the positive likelihood ratios
were 5.5 and 5.0, respectively. CONCLUSION:
The measurement of nuchal translucency was found to be fairly
accurate as an ultrasound marker for fetal abnormalities and
measurements equal to or higher than 2.5 mm were the best fixed
cutoff points |
| Cursos
da Fetal Medicine Foundation Brasil |
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·
29/09/2001- Ultra-Sonografia do Primeiro Trimestre
- Avaliação da Translucência Nucal
· 27/10/2001 - Exame Ultra-Sonográfico
Morfológico do Segundo Trimestre
Fundação
de Medicina Fetal Brasil
Al Santos 211, cj 1305
São Paulo, SP 01419 000
Fone/Fax: (0XX11) 289 9128
Informações: fmfbrasil@uol.com.br
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Artigo
Interessante |
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Utilização
de "uma visita" para avaliação ultra-sonográfica
para o diagnóstico e conduta nos casos de sangramento uterino
anormal
Ultrasound Obstet Gynecol- junho 2001
Autores: K. Jones e T. Bourne
Objetivos:
Foi estabelecido "uma visita" para avaliação
de mulheres com sangramento uterino anormal utilizando o ultra-som
transvaginal e solução salina "histerosonografia".
Este trabalho reporta uma revisão da experiência em 93
pacientes no atendimento clínico.
Métodos:
Pacientes eram encaminhadas para avaliação ecográfica
transvaginal, histerosonografia, biopsia endometrial, Hemograma e
testes de função da tireóide. Estes achados foi
prospectivamente arquivados.
Resultados:
Foram realizados exames transvaginal em 89 pacientes (95,7%), destas
70 (75,3%) foram submetidas à histerosonografia. Foram submetidas
a biopsia endometrial em 67 (72%) mulheres com idade de 40 anos ou
mais, e 79 (84,9%) realizaram exames de sangue. A idade média
das pacientes era de 44 (variando de 21-78 anos). A maioria das mulheres
apresentavam alterações menstruais. Patologias uterinas
foram detectadas no exame transvaginal em 42 casos (47,2%). Patologias
anexiais foram detectadas em 12 (13,5%) casos. Biopsias do endométrio
diagnosticaram 3 (4,5%) casos de atipia endometrial, e 3 (4,5%) casos
de adenocarcinoma. Os níveis de hemoglobina <10g/dl foram
encontradas em 3 (3,4%) casos. Um única visita foi suficiente
para 83 (89,2%) mulheres. Terapia medicamentosa foi iniciada em 47
(50,3%) casos, 15 (16,3%) retornaram para histeroscopia diagnóstica
e 9 (9,7%) foram encaminhadas para cirurgia endoscópica, enquanto
6 (6,5%) foram submetidas à cirurgia convencional.
Conclusões:
Este trabalho demonstra que a filosofia de "uma visita"
baseada na ultra-sonografia é possível. Estes dados
sugerem que o número de histeroscopias devem diminuir utilizando
este protocolo e serve como desafia àqueles que utilizam a
histeroscopia como primeira escolha. |
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Caso
do Mês |
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Ectopia
Cordis Tóraco-abominal / Pentalogia Cantrell
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Definição:
coração fetal na cavidade extra-torácica. defeito
da linha média abdominal (epigástrica), defeito esterno
distal, deficiência diafragma anterior, defeito do pericárdio
diafragmático, defeito intra-cardíaco.
Incidência: patologia
rara. Carmi et al 1993 reporta uma incidência de 5,5 casos
em 1.000.000 de nascidos vivos.
Classificação:
4 tipos (Ravich et al 1985)
- cervical 3%; torácica (64%); ectopia tóraco-abdominal
(18%) e ectopia abdominal (15%).
Achados ecográficos:
- fenda ou ausência distal do esterno.
- defeito diafragmático ventral.
- defeito da linha média ou onfalocele.
- defeito do pericárdio apical com comunicação
com cavidade peritonial.
- herniação vísceras (fígado, alças
intestinais)
Diagnóstico Diferencial:
Onfalocele simples, ectopia cordis, síndrome banda amniótica
e anomalia de Body-Stalk.
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| Figura
03 - Reconstrução 3D com seta branca apontando para
coração fora do tórax (visão frontal). |
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Diagnóstico:
- achado mais comum é a onfalocele epigástrica.
- pode variar de uma grande onfalocele contendo estômago, fígado,
e ápice do coração.
Anomalias
Intra-cardíacas:
| Defeito
Septo Inter-ventricular |
37,5%
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| Defeito
Septo Atrial |
20%
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| Estenose
Pulmonar |
12,5%
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| Tetralogia
de Fallot |
7,5%
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| Anomalia
retorno venoso (cava) |
7,5%
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| Atresia
Tricúspide |
2,3%
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| Truncus
Arterioso |
2,3%
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| Anomalia
retorno venoso (pulmonar) |
2,3%
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Comentários:
Nos casos de visibilização do coração
fetal recomenda-se avaliação do local e anomalias associadas.
Existe uma certa dúvida a respeito da classificação
entre ectopia cordis e Pentalogia de Cantrell. Neste caso classificamos
como uma ectopia cordis tóraco-abdominal que classicamente
é conhecida por Pentalogia de Cantrell.
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| Figura
01 - Corte transversal do tórax com falha de fechamento
tóracica. Ao mapeamento com doppler colorido visibiliza-se
fluxo no interior das câmaras cardíacas e Truncus Arterioso.
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| Figura
02 - Reconstrução 3D com seta branca apontando para
coração fora do tórax (visão lateral) |
Figura
04 - Seta branca - coração fetal. Foto após
o nascimento demonstrando a correlação com o Ultra-som
3D. |
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Imagem |
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Hemorragia
Intra-Craniana Grau IV (28-29 semanas)
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Dr.
Renato Ximenes (Pós-Graduando Radiologia - Escola Paulista
Radiologia)
Prof. Dr. Jacob Sjzenfeld (Professor Titular Radilogia Escola
Paulista Radiologia) |
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| Figura
01 - Corte sagital oblíquo com visibilização
de hemisfério cerebral direito (áreas hiperecogênicas)
e fossa posterior (átrio posterior com debris no seu
interior), compatível com Hemorragia Intra-craniana. |
Figura
02 - Corte sagital oblíquo lateral com visibilização
de hemisfério cerebral direito (áreas hiperecogênicas)
e parênquima do hemisfério cerebral à direita
com áreas císticas e hiperecogênicas. |
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Conceitos:
Define-se com sangramento de vaso para dentro dos ventrículos,
espaço sub-dural ou parênquima cerebral no período
intra-útero.
Mais comumente ocorrem de pequenos vasos dentro da matriz
germinativa subependimal antes de 33 semanas.
Prevalência:
Vergani et al - 0,9 em 1000 casos.
Classificação:
- Periventricular ou Intra-ventricular
- Intra-parenquimatosa
- Sub-dural
Achados Ecográficos:
- áreas ecogênicas no interior dos ventrículos
ou tecido cerebral.
- Coágulos ou debris no interior dos ventrículos.
- presença de lesões periventriculares (cistos).
- massas ecogênicas uni ou bilateral
- dilatação sistema ventricular uni ou bilateral
com focos ecogênicos.
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Etiologia:
-
anamnese (história pregressa)
- exposição de drogas
- Alterações maternas: pancreatite, pré-eclampsia,
convulsões, trombocitopenia imune e não-imune.
- Alterações fetais: deficiência fator
V e X.
Propedêutica Materna:
-
Sorologia TORCH (Toxo, CMV, Rubéola)
- Pesquisa de Trombocitopenia Aloimune
Propedêutica Fetal:
- ultra-som morfológico seriado (semanal).
- testes de vitalidade fetal (Cardiotocografia, Perfil Biofísico
Fetal e Dopplerfluxometria).
- Cordocentese (avaliação sangue fetal: hematócrito,
hemoglobina, plaquetas)
Prognóstico:
-
resultado perinatal muito pobre em aproximadamente 70% dos
casos (Vergani et al 1996).
- relacionado com localização e extensão
da hemorragia.
- todos os fetos com hemorragia intra-craniana tem risco muito
aumentado para paralisia cerebral e convulsões.
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| Figura
03 - Corte axial nível DBP, mostrando dilatação
acentuada sistema ventricular (átrios anteriores e posteriores).
Visibiliza-se em hemisfério cerebral direito áreas
císticas, compatíveis com Porencefalia. |
Figura
04 - Corte coronal próximo à fossa posterior,
mostrando dilatação acentuada átrios posteriores.
Visibiliza-se em hemisfério cerebral direito áreas
císticas, compatíveis com Porencefalia. |
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| Figura
05 - RM Corte coronal oblíquo com visualização
da órbita esquerda, mostrando dilatação
acentuada átrios anteriores. Visibiliza-se em hemisfério
cerebral direito áreas císticas, compatíveis
com Porencefalia. |
Figura
05 -RM Corte coronal linha média, mostrando dilatação
acentuada sistema ventricular (3o e 4o ventrículos).
Visibiliza-se em hemisfério cerebral direito áreas
císticas, compatíveis com Porencefalia. |
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| Figura
07 - Corte sagital lateral mostrando dialtação
acentuada átrios posteriores. Visibiliza-se em hemisfério
cerebral direito áreas císticas, compatíveis
com Porencefalia. |
Figura
08 - RM Corte axial nível DBP, com dilatação
átrio anterior e posterior, terceiro e quarto ventrículos.
Nota-se em hemisfério cerebral direito área de
hiposinal, sugestivo de formação cística. |
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CURA - Prof. Dr. Jacob Sjzenfeld - www.cura.com.br
Ultra-som Diagnóstico - Dr. Carlos Augusto Bittencourt
- www.ultrasom3d.com.br
(Caso deseje fazer alguma sugestão nos envie
- info@centrus.com.br)
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