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Caso
do Mês |
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| Síndrome
Obstrução Congênita das Vias Aéreas Superiores
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Dr.
Renato Ximenes (Centrus e Pós-Graduando Radiologia - Escola
Paulista de Medicina - UNIFESP)
Prof. Dr. Jacob Szejnfeld (Professor Titular Radilogia Escola Paulista
de Medicina - UNIFESP)
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Conceitos:
O diagnóstico desta síndrome é realizado
pela identificação de pulmões hiperecogênicos
com volumes aumentados, diafragma plano ou invertido, dilatação
da árvore tráqueo-brônquica, ascite e
outras manifestaçòes de hidropsia fetal não
imune devido à obstrução completa ou
quase completa das vias aéreas superiores (Hedrick
et al 1994)
Prevalência:
incidência desconhecida. Segundo pesquisa na literatura
existe 16 casos relatados desde 1989. |
Classificação:
- Atresia Laringe
* Tipo I: porção supra-glótica e porções
da laringe atrésicos
* Tipo II:
- Atresia Traquéia
- Cisto Laringe
Diagnóstico Diferencial:
- malformação adenomatóide cística
Protocolo Obstétrico:
- ultra-som morfológico detalhado
- acompanhamento semanal ou quinzenal
- cariótipo fetal (> 20 semanas - Cordocentese)
- ausência de sinais de hidropsia - parto centro terciário
- no momento parto pessoas EXIT (anestesia geral, traquelaringoscopia,
tentativa desobstrução, quando uma via aérea
desobstruída faz-se ligadura cordão |
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Achados
Ecográficos:
- distensão e aumento do volume pulmonar.
- aumento ecogenicidade pulmonar.
- diafragma pode estar invertido.
- estruturas do mediastino podem estar comprimidas.
- coração alongado e desvio do eixo cardíaco.
- dilatação da árvore brônquica
pode ser seguida até laringe ou nível da obstrução
da traquéia.
- em casos avançados sinais de hidropsia não-imune
(ascite, placentomegalia, polihidrâmnio)
- sinais de anasarca por alteração do retorno
venoso do coração. |
| Figura
01 - Corte coronal do tórax fetal com pulmões
aumentados de volume e hiperecogênicos. Dilatação
da árvore brônquica
com fluido no seu interior. Inversão do diafragma. |
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Figura
02 - Corte coronal posterior. Pulmões aumentados
de volume, compressão vasos torácicos. Ascite.
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Figura
04 - Corte transverso. Compressão área cardíaca.
Pulmões hiperecogênicos com aumento de volume.
Ascite. |
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| Figura
05 - Corte longitudinal do tórax, com o mapeamento
de cor da aorta torácica (compressão do vaso).
Ausência de atividade vascular no interior da árvore
brônquica. |
Figura
06 - RM T2 - Corte transverso. Dilatação
árvore brônquica, aumento volume pulmonar. Compressão
área cardíaca. Ascite. |
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| Figura
07 - Correlação da imagem ultra-sonográfica
e ressonância magnética. |
Figura
08 -RM Corte longitudinal. Imagem ponderada T2. Estreitamento
traquéia e laringe, dilatação árvore
brônquica, aumento volume pulmonar, inversão
diafragma e ascite. |
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Ressonância
Magnética :
- avaliação pulmonar que ajuda a excluir malformação
adenomatóide cística.
- determinação do local da obstrução
das vias aéreas superiores
Prognóstico :
- na maioria dos casos descritos (somente 46 casos descritos) o
prognóstico é muito ruim.
- a maioria dos recém-nascidos com esta patologia não
sobrevivem |
| Figura
06 -RM Corte longitudinal. Imagem ponderada T2. Estreitamento
traquéia e laringe, dilatação árvore
brônquica, aumento volume pulmonar, inversão diafragma
e ascite. |
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Todo
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