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Doppler árterias uterinas e cerebral média fetal

Doppler árterias uterinas e cerebral média fetal em fetos pequenos para idade gestacional no 3º trimestre e avaliação dos resultados perinatais.

Autores:
F.M. Severi, C. Bocchi, A. Vicentini, P. Falco, L. Cobellis, P. Florio, S. Zagonari e G. Pilu.

Objetivos:
Avaliar o valor de testes diferentes para avaliação do bem estar fetal intra-útero e resultados perinatais em fetus pequenos para idade gestacional (PIG) com doppler da artéria umbilical normal.

Métodos:
O critério de admissão para este estudo retrospectivo inclui: gestações com 1 feto e peso fetal < 10 percentil; ausência de complicações maternas severas; nenhuma evidência de anomalias anatômicas fetais; doppler artéria umbilical normal e completo follow-up do caso. Na primeira visita a classificação de feto PIG, realizava-se avaliação do doppler de artérias uterinas e doppler artéria cerebral média, bem como avaliação do volume de líquido amniótico. As variáveis perinatais observadas incluiam mau resultado (morte perinatal, morbidade severa) e cesáreas por sofrimento fetal.

Resultados:
231 pacientes foram incluídas neste estudo. A média +/- DP para o peso fetal e idade gestacional no momento do nascimento foram respectivamente 2222 +/- 502g e 37,3 +/- 2,9 semanas. Em 37 casos (16%) foi realizado parto cesarea de emergência. Um caso de óbito fetal intra-uterino e 3 fetos que nasceram de parto cesarea evoliuram para óbito. A regressão logística demonstrou que o doppler da artéria uterina e artéria cerebral média anormais são independentemente correlacionados com a ocorrência de parto cesarea.

Conclusôes:
Fetos PIG com doppler da artéria umbilical normal e doppler da artéria uterina e artéria cerebral média anormal tem um risco elevado para desenvolver sofrimento fetal e de parto cesarea de emergência. Particularmente quando ambos doppler artéria uterina e artéria cerebral média estão alteradas simultaneamente, o risco de sofrimento fetal é excessivamente alto (86%) e a interrupção eletiva da gestação deve ser considerada. Por outro lado, quando ambos os vasos tem padrão normal as chances de sofrimento fetal são muito pequenas (4%) e a conduta conservadora pode ser um escolha interessante.

Fonte:
Ultrasound Obstet Gynecol 2002; 19: 225-228. (março 2002)

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