| ULTRA-SOM MORFOLÓGICO | |||
| O
Ultra-som é a mais importante ferramenta diagnóstica para a detecção pré-natal
das anomalias congênitas. Nos permite examinar a anatomia interna e externa
fetal e detectar a grande maioria não somente das malformações graves, mas
também avaliar “marcadores biofísicos” ou ecográficos de anomalias
cromossômicas e/ou genéticas. Embora algumas mulheres estejam no grupo
de "alto-risco" para anomalias e aneuploidias fetais, quer pela
história familiar, exposição de agentes teratogênicos ou infecções, a grande
maioria das anomalias fetais ocorrem no grupo de "baixo-risco"
(sem qualquer história anterior). Consequentemente, o exame ultra-sonográfico
morfológico deve ser oferecido rotineiramente para todas as mulheres
grávidas. Este exame que usualmente é realizado em dois perídos da
gestação entre 11-14 semanas (1°Trimestre) e entre 18-23
semanas (2° Trimestre), devendo ser realizado de forma muito cuidadosa
(serviços de referência) e deve incluir o exame sistemático
do feto para detecção de anomalias maiores e menores, o qual é classicamente
conhecido como “Ultra-som Morfológico” ou “Ultra-som Morfo-Genético”. A "Fetal Medicine Foundation", sob o apoio da " International Society of Ultrasound in Obstetrics and Gynecology and the International Society of Perinatal Medicine", introduziu o processo de treinamento e certificação para ajudar a padronizar em alto nível e de forma internacional o exame de ultra-som morfológico entre 11-14 semana (1o trrimestre) e 18-23 semanas (2o trimestre). O Centrus – Centro de Ultra-sonografia & Medicina Fetal na figura do Dr. Renato Ximenes, participou juntamente com Prof Kypros Nicolaides, Prof. Gianluigi Pilu, Prof Philippe Jeanty, Prof. Rosalinde Snijiders,Prof. Neil Sebire da autoria de 2 CD ROMs que visam ajudar a padronizar em alto nível e de forma internacional o exame de ultra-som. |
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| INDICAÇÕES “ULTRA-SOM MORFOLÓGICO” | |||
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| Ultra-som Morfológico 1o Trimestre | |||
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§ Época da realização
do exame: 11-14 semanas |
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| Sistematização do Exame: | |||
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§ Identificação e
avaliação do saco gestacional § Morfologia Fetal (11-14 semanas):
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Rotina
da Avaliação Ultra-sonográfica
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Ultra-som
Morfológico 11-14 semanas
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Avaliação
Saco Gestacional (número de sacos)
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Número
de Côrions e Amnios
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| CCN: medida do Comprimento Cabeça-Nádega. | Translucência Nucal (TN): medida da TN em associação com CCN (o CCN deve segundo Nicolaides e col 1999 estar entre 45-85mm) | ||
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Crânio & Cérebro: calvário, ossificação, medidas (DBP, DOF, DBP/DOF), plexo coróide, linha inter-hemisférica (foice). |
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| Frequência Cardíaca Fetal: avaliação da FCF e ritmo cardíaco. |
vCirculação
Pulmnar
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| Aorta descendente, Arco aórtico e Veia Cava Inferior | Abdome: Circunferência Abdominal, estômago, fígado e coluna. | ||
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| Rins: corte coronal mostrando 2 rins, coluna e asas do osso ilíaco |
Aorta
Descendente, artérias renais, bifurcação ilíacas
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| Inserção cordão umbilical, bexiga, artérias umbilicais (2 artérias) | Extremidades: avaliação membros superiores e inferiores. Medida dos ossos. | ||
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Avaliação
Colo
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Medida
Comprimento do Colo Uterino
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| Doppler Obstétrico 1o trimestre | |||
| Ducto Venoso: realizamos à avaliação do ducto venoso quando a medida da translucência nucal é ≥ 2,5 mm, pois nesta situação existe um risco aumentado para aneuploidias fetais. | |||
| Cálculo do Risco para Trissomia 21, 13 e 18 | |||
| Atualmente
em Campinas o Centrus é o único centro a participar do estudo multicêntrico
da Fetal Medicine Foundation enviando seus dados para auditoria à cada 6
meses. Utilizamos o programa completo elaborado pela Fetal Medicine Foundation Londres – Prof. Kypros Nicolaides, onde utilizamos a idade materna, a medida do comprimento cabeça nádegas e a medida da translucência nucal. Com estes dados o software calcula o risco somente baseado na Idade materna e também o risco uilizando Idade materna + Translucência Nucal, lembrando que este calculo está baseando no estudo multicêntrico com 100.000 pacientes.(verificar referência ) |
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| Ultra-som Morfológico 2o Trimestre | |||
| § Época da realização
do exame: 18-24 semanas (ideal
realizar entre 20-24 semanas) § Via de acesso: - via transabdominal (prefencialmente) - via transvaginal (avaliação colo uterino) |
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| Sistematização do Exame: | |||
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| Ultra-som Tridimensional (3D) | |||
| A ultra-sonografia tridimensional incorporada em nosso serviço há 3 anos demonstrou ao longo deste período tanto em nossa experiência bem como em inúmeros trabalhos publicados na literatura internacional, que é um método que adiciona ao ultra-som convencional (bidimensional ou 2D) uma capacidade maior na detecção das anomalias anatômicas fetais. | |||
| Sistematização do ultra-som morfológico tridimensional: | |||
| Modo Superfície | |||
| Modo Muliplanar | |||
| Modo RX | |||
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Sistematização Ultra-som Morfológico Tridimensional (3D) |
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§ Avaliação
Crânio e Cérebro: |
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§ Avaliação Face: |
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§ Avaliação Tórax:
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§ Avaliação Coluna: |
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| § Avaliação Coração: o Modo Multiplanar : corte 4 camaras; saída aorta e saída pulmonar. Avaliação arco aórtico e arco ductal. |
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| § Avaliação
Abdome: o Reconstrução de superfície : integridade parede abdominal, inserção cordão umbilical o Modo Multiplanar : cortes anatômicos (circunferência abdominal). Avaliação trato genito-urinário e trato gastro-intestinal. |
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| § Avaliação Exterimidades: o Reconstrução de superfície : avaliação das extremidades (ossos longos, pés e mãos) o Modo Multiplanar : avaliação e mensuração das extremidades (ossos longos, pés e mãos) |
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| § Avaliação
Colo Uterino: o Modo Multiplanar : avaliação do colo uterino (medida e afunilamento). Avaliação de pontos de cerclagem. |
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| Doppler Obstétrico 2o trimestre | |||
| Circulação Materna: realizamos à avaliação das artérias uterinas (direita e esquerda) de forma padronizada, onde são avaliadas presença ou ausência de incisura e os índices de resistência. Importante como valor prognóstico da gestação. | |||
| Circulação feto-placentária: realizamos à avaliação da artéria umbilical onde é avaliado o grau de resistência vascular placentária, para isto utilizamos índices de resitência que são correlacionados com a idade gestacional. Importante na avaliação da vitalidade e bem estar fetal. | |||
| Circulação Cerebral fetal: realizamos à avaliação da artéria cerebral média. Muito importante em situações onde exista comprometimento fetal (hipoxia), casos onde existe alteração do Doppler da artéria umbilical (aumento relação A/B, diástole zero ou diástole reversa). Utiliza-se como referência a relação Umbilico/Cerebral que quando ≥ 1 indica mecanismo de redistribuição ou “centralização”. | |||
| Doppler
Venoso: realizamos o estudo da circulação venosa em situações
muito especias, para avaliar de forma subjetiva o grau da hipoxia fetal
(severa ou extrema). o Ducto venoso: nos casos alterados existe aumento do fluxo reverso (onda A) o Veia umbilcal: em casos alterados – pulsatilidade venosa. |
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| Cálculo do Risco para Trissomia 21, 13 e 18 no 2o Trimestre | |||
| Utilizamos o programa completo elaborado pela Fetal Medicine Foundation Londres – Prof. Kypros Nicolaides, onde utilizamos a idade materna, em associação com a história obstétrica anterior e marcadores biofísicos (ex: cisto plexo coróide, hérnia diafragmática, cardiopatias e outros) para o cálculo do risco das trissomias 21, 13 e 18. | |||
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CopyrightCentrus
© 1993-2006
Dr. Renato Ximenes |
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