05/97 - Características do fluxo do cordão umbilical no primeiro trimestre (via Transvaginal).
Trabalho apresentado como Poster, no 3o Encontro Nacional de Medicina Fetal, no periodo de 22 a 25 de agosto, no Hotel Maksoud Plaza, Sao Paulo. Trabalho enviado para apresentacao como Tema Livre e Poster, na 27a Jornada Paulista de Radiologia, a ser realizada no período de 18 a 21 de abril de 1997, no Palácio de Convencoes do Anhembi, Sao Paulo.
Autores: Ximenes, Renato Luis da Silveira.; Acácio, G. L.; Rodrigues, Márcia M.; Ximenes, Andréa R.S.
Objetivo: Caracterizar o fluxo do cordão umbilical via transvaginal em gestações do primeiro trimestre.
Materiais e Métodos: Foram realizados 72 exames transvaginais em gestações únicas sem sangramentos, de até 13 semanas, utilizamos o aparelho Toshiba ® SSH140A e o Acuson ® 128 XP 10 ambos com doppler colorido. Após biometria fetal, insonamos com doppler colorido o cordão umbilical em localização aleatória e verificamos o índice de pulsatilidade da artéria umbilical, presença ou ausência de fluxo arterial diastólico e presença ou ausência de pulsação venosa.
Resultados: A idade gestacional variou de 6 a 13 semanas com média de 9 semanas (DP 1.50). O índice de pulsatilidade foi de 1.58 a 5.0 com média de 2.84 (DP 0.70). Presença de diástole zero em todos os casos. A pulsatilidade venosa permaneceu em 100% dos casos até 10 semanas, 87,5% entre 10 e 11 semanas, 50% entre 11 e 12 semanas e em 20 % dos casos entre 12 e 13 semanas.
Conclusão: O estudo mostrou as características do fluxo arterial e venoso no cordão umbilical . A ausência de fluxo diastólico e a pulsação da veia umbilical são achados comuns no primeiro trimestre da gestação, sendo que a imaturidade hepática e cardíaca fetal podem ser os fatores determinantes desse padrão. O índice de pulsatilidade cai com o progredir da gestação, em estrita relação com o desaparecimento da pulsação venosa. O fluxo diastólico arterial aparece posteriormente ao final da pulsação venosa. Acreditamos ser útil a realização do doppler do cordão umbilical e o conhecimento de sua morfologia no primeiro trimestre, visto que, alguns autores relataram casos de associação de aneuploidia fetal (trissomias) e presença de diástole reversa na artéria umbilical.