06/97 - Aspectos Sonográficos da Síndrome da Banda Amniótica.

Trabalho apresentado como Poster, na 27a Jornada Paulista de Radiologia, realizada no periodo de 18 a 21 de abril de 1997, no Palácio de Convenções do Anhembi, São Paulo.

Autores: Ximenes, Renato Luis da Silveira.; Acácio, G. L.; Rodrigues, Márcia M.; Vieira, Gustavo

Objetivo: Avaliar as características ultra-sonográficas da Síndrome da Banda Amniótica.

Materiais e Métodos: Foi realizado o estudo ultra-sonográfico de dois casos que nos foram referidos por apresentarem malformações fetais, os exames foram realizados com o aparelho Acuson ® 128 XP 10 e Sequoia ®.

Resultados: O primeiro caso foi avaliado inicialmente com 17 semanas de gestação onde visualizamos onfalocele que incluía fígado, vesícula fetal, alças intestinais; extrofia de bexiga; pé torto bilateral e cifo-escoliose acentuada, cordão umbilical extremamente curto, feto em estreita relação com a placenta e comunicação interventricular. Nesse caso foi possível a identificação de um segmento de membrana amniótica retificada na região das malformações (BRIDA). O segundo caso foi avaliado inicialmente com 23 semanas de gestação, os achados ultra-sonográficos foram: Gastrosquise acentuada que incluía todas as vísceras abdominais, escoliose, extrofia de bexiga, cordão curto e feto em estreita relação com a placenta. Cariótipo fetal 46 XX Ambas as gestações entraram em trabalho de parto prematuro nascendo por via vaginal com óbito neonatal imediato.

Conclusão: A sindrome da banda amniótica é uma condição esporádica com uma incidência que varia 1em 1200 a 1 em 15000 nascimentos, a etiologia mais aceita seria a ruptura precoce do amnio permitindo a formação de bandas mesodermicas entre o lado corionico do amnio e o corpo fetal. A gravidade é tanto maior quanto mais precoce ocorre a ruptura do amnio, nos nossos dois relatos deve ter ocorrido entre 6 e 12 semanas pelos defeitos envolvidos. Esses casos podem ser ainda considerados como sequência de "Body Stalk" uma vez que apresentavam abdominoesquise e defeitos de extremidades, a terceira alteração comum a essa patologia é a meningomielocele, que não se identificou a ultra-sonografia porém que não pode ser excluída uma vez que em nenhum dos casos foi realizada a necrópsia dos recém-nascidos. Em um dos casos observou-se ainda a presença de defeito de septo interventricular, que aparentemente não está envolvido na sindrome, seria portanto útil a pesquisa de cariótipo fetal, porém o primeiro casal optou por não realiza-lo.

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