04-98 - Uso de Contraste Ecográfico (Levovist®), em nódulo sólido de Mama
Trabalho apresentado como Tema Livre, na 28ª Jornada Paulista de Radiologia, realizado no período de 18 à 21 de abril de 1998, no Palácio de Convencoes do Anhembi.
Serviço: Centrus ® - Centro de Ultra-sonografia e Medicina Fetal de Campinas
Autores: Ximenes, Renato Luis Silveira; Acácio, Gregório L.; Rodrigues, Márcia M; Arruda, Maurício Souza; Carvalho, Ana Claudia F. Sandoval
Objetivo: Avaliar as aplicações do contraste ecográfico ( Levovistâ) na caracterização da vascularização de nódulos sólidos na mama.
Materiais e Métodos: Utilizamos aparelho Acuson Sequoia, em sonda linear 8L5 (5-8MHz).Foram incluídas neste estudo pacientes com nódulo sólido de mama. Após identificação de nódulo sólido utilizamoso mapeamento com doppler (colorido convencional e color doppler energy). Após esta etapa realizamos injeção de contraste ecográfico Levovistâ, na concentração de 400mg, seguido de avaliação com doppler na área do nódulo sólido.
Resultados: Foram avaliados 10 pacientes, com "follow-up"de biópsia do nódulo. Os resultados do anatomo-patológico, foram costatados 8 nódulos benignos e 2 nódulos malignos. Após a injeção de contraste ecográfico observa-se uma melhora significativa do sinal e mapeamento vascular. Nos 2 casos de nódulo maligno, uma média 0.9 cm de diâmetro médio, com aparência benigna, porém o padrão vascular foi considerado suspeito (RI=0.43). Os nódulos benignos (fibroadenomas) tem uma melhora do contraste mais tardia (mais de 1 min.) quando comparada com nódulos malignos (menos de 1 min).
Comentários: Embora nossa série de estudos até o momento seja pequena (10 casos + 15 em andamento) observamos que o contraste ecográfico (Levovisâ) promove uma melhora no sinal, com isso promove uma melhor visualização dos ramos vasculares tanto que provisionam o nódulo, bem como intra-nodular. Concluímos que no caso do nódulo maligno menor que 1 cm, mudou o critério diagnóstico. Acreditam no potencial dos agentes de contrastes e buscaremos um maior número de casos para novas conclusões.